Rubens Bento nasceu em 1941 em Jaborandi, cidade próxima a Barretos (SP). Veio para Londrina com a família em 1948, e estranhou o clima muito frio e o barro na época das chuvas. Contou que caminhava  sete quilômetros para estudar, no primário. Destacou-se entre os alunos e ganhou uma bolsa de estudos do Rotary Club à época. Com isso, conseguiu fazer um curso profissionalizante de contabilidade. Trabalhou na J. Coleto Comércio e Exportação de Café entre 1961 e 1963, e conta que viajava pela empresa para várias regiões do Paraná. Testemunhou os efeitos dos incêndios de 1963 na região de Londrina e também em outras regiões do estado. Em seu depoimento, gravado na Casa do Empreendedor em Londrina, Rubens também lembrou sobre a erradicação do Café no estado e os efeitos da geada de 1975

Assista ao depoimento completo:

Entrevista: José Luiz Alves Nunes.

Imagens e edição: Fernando Bianchi.

1 Comentário

  1. 6-29-2019

    Estou com 81 anos de idade e lembro-me muito bem de outro incêndio, no Paraná, por volta de 1946/47. Morávamos em Porto Alegre e, por muitos dias não se enxergava o sol. Uma espécie de bruma se espalhava no ar e, por último, as roupas estendidas nos varais ficavam com uma espécie de fuligem bem miúda. Naquele tempo as notícias custavam a chegar ao nosso conhecimento, mas lembro que o ‘fenômeno’ foi explicado como resultado de “grandes incêndios nos pinheirais do Paraná”.
    Já tentei constatar isso, mas não obtive nenhuma resposta. Você sabe de algo?

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